FESTAS CORPORATIVAS.

 

Afinal, chegamos ao mês mais aguardado do ano. Dezembro! Começamos a contagem regressiva para o Natal e o Ano Novo. Queremos paz, saúde, sorte, amor e só coisas boas. Prometemos “zilhões” de coisas, mas cumprimos “ínfimas”.  E no ano seguinte, novamente fazemos o mesmo. Então, já é hora de rever essas promessas e levá-las mais a sério, não?

O mês como sempre, é o mais aguardado por todos nós. Alguns odeiam dezembro, pois tem as datas festivas, correria de compras, a loucura de preparação de ceia e as tão esperadas troca de presentes. Isso sem levar em conta as enormes filas em todos os lugares e o sol a torrar os neurônios. Onde anda o calor? Só tenho visto tempo inconstante. Chove mas continua abafado. E geralmente no dia 24, além do tempo quente, você ainda enfrenta uma cozinha abafada para preparar a ceia, não? Quem manda não ter guardado o 13º salário para pagar um Buffet??

Confesso amo dezembro! Mas, gosto um pouco menos do calor que geralmente faz e sinto. Adoro simplesmente porque adoro reunir minha família e meus amigos. Adoro preparar o meu tão esperado e badalado “Champantonne”, onde brindo com pessoas especiais, a felicidade e a vida. Gosto da preparação da casa, da montagem e decoração da árvore, da iluminação das casas, do colorido das vitrines, dos embrulhos de presente e de ver sorrisos nos lábios de quem amo. Amo essa alegria de ter esperança de um mundo com gente melhor.

Algumas pessoas acham que o Natal, é apenas a troca de presentes. Nunca procuram você, em nenhum outro dia, mas basta chegar essa época e mandar um presentinho, que acham que com isso, você vai achar que ela gosta ou faz parte da vida delas. Prefiro que me liguem ao menos para dizer um “Oi”, do que me mandar um presente apenas para dizer que mandou. “Presente” é um termo para designar o tempo do “agora”, que não é nem passado nem futuro. Que tal ser “presente” em minha vida?

Bem, dezembro também como todos sabem, é o mês das confraternizações corporativas. Depois da entrega da Cesta de Natal e do congelado Perú do chefe, ops… digo de Natal, com certeza a festa da empresa, é o dia mais aguardado pelos funcionários, que moram longe, acordam cedo, pegam várias conduções, ralam o dia inteiro e muitas vezes ganham menos do que merecem. Isso sem contar que às vezes ainda aturam mau humor e grosserias dos seus superiores. Coisas da hierarquia!

A maioria das empresas faz comemorações em restaurantes. Outras optam por fazer em espaços abertos como clubes e associações empresariais. Eu prefiro os restaurantes, pois acho que assim evitamos cenas patéticas e a bebida pode ser controlada com mais rigor. Já as feitas em espaços abertos, são uma verdadeira prova de fogo! As portas abertas, não distinguem de onde vieram, para onde vão e qual caravana da coragem saíram.

 Algumas pessoas não sabem se vestir. Abrem o guarda roupa, escolhem umas coisas estranhas e consegue fazer uma combinação que fariam Miranda Priestly, torcer a boca. Isso sem contar com aqueles mais soltinhos, que exageram na dose etílica e costuma criar situações hilárias ou embaraçosas, as quais os detalhes sórdidos, vão parar no mural de fotos ou lendas que correm os corredores da empresa.

Alguns “sem noção” se vestem com roupas transparentes, justas, decotadas e curtas demais. Geralmente as roupas de alguns, chegam antes deles à festa. Pois muitos abusam da estamparia que vai do “animal print” até as usadas pela população de Istambul. Passam maquiagem em demasia, mergulham no vidro de perfume, colocam vários badulaques no pescoço, pulso e dedos. Abusam na hora de vestir uma peça de praia e nos fazem conviver com pêlos, celulite e estrias, sem imaginar o quando podem comprometer sua boa imagem perante os colegas e chefia.

Homens jamais devem usar sungas de crochê, com estampa de margarida ou flores havaianas. Nem sungas brancas, pois corre o risco de ficar transparente e deixar mostrar algo além do “cofrinho”. As mulheres devem levar um maiô, nada de biquini, mesmo que tenha um corpo de “parar o trânsito”. Na carreira mostra-se competência, não o corpo.

Se houver dança na festa, procure passar a imagem de elegante e educado. Nada de dançar funk com posições extravagantes ou fazer a coreografia “na boquinha da garrafa”ou “show das poderosas”. Pode dançar samba, mas não como um passista da Viradouro. Não recomendo em hipótese nenhuma, tirar o chefe para dançar. O “big boss” pode dançar com os subordinados, desde que tire todos para dançar. Jamais suba em cima da mesa. Você pode acabar caindo dela e machucando outros além de você e no final, acabar num hospital por pura falta de modos.

Coma com moderação. Nada de fazer aquele prato de montanha de comida, pois você vai parecer que veio da Etiópia, ou que não tem autocontrole. Exageros na comida são vetados. Sirva-se mais de uma vez, mas moderadamente. As festas de confraternização criam uma espécie de paradoxo ao ofertar grandes volumes de comida e bebida e, ao mesmo tempo, exigir um comportamento mais contido do que uma festa de outros círculos. Então, mantenha a linha.

A dica é aproveitar com moderação e se confortar com o fato de que as festas corporativas só acontecem uma vez por ano. Graças a Deus!!

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