DE BIKE PARA O TRABALHO

Depois de um feriado prolongado, voltamos a nossa rotina de trabalho com mais disposição, porém, rezando para que venha logo o próximo e com isso possamos descansar e aproveitar a vida. Afinal, todos querem o melhor que houver no Universo.

Lógico que vocês sabem que eu sempre gosto de escrever sobre assunto de moda cotidiana e dos “pequenos deslizes” que vejo por onde passo. Também faço criticas positivas. Não sou o tempo todo “malvado”, como alguns leitores e seguidores, podem pensar. Não mesmo! Pode perguntar aos meus amigos. Apenas, gosto do que é bom e não nego. Afinal, a vida é muito curta para ser desperdiçada!

Como não poderia deixar de ser, o assunto de hoje, aconteceu muito casualmente. Na semana passada, eu e dois vizinhos, conversando através do facebook, resolvemos que deveríamos aproveitar o PUC (Pavimento de Uso Coletivo), eu logico que apelidei de “Para Uso de Celebridades”, e fazermos uma sauna, antes de assistirmos as maldades da Carminha. Adoro vilãs!  Pois bem, combinamos que quem chegasse mais cedo, pediria à portaria, que ligassem a sauna e quem fosse chegando, ligasse para o outro e combinasse meia horinha de sauna. Eu como sempre, mega atrasado, subi e como vi que a luz do apartamento da minha amada vizinha de andar, estava apagada, achei que eles já estavam na cobertura. Pois bem, cheguei e troquei de roupa e fui voando para a sauna.

Ao chegar lá, fui direto para a sauna e vi que tinha alguem lá. Achando se tratar dos meus amigos, fui logo falando “ninguem me espera”. Abri a porta da sauna e falei “Poxa genteeeee”, e fechei a porta!  Esse foi o furo da noite! O morador, que eu não conhecia e nem tinha visto antes, no mínimo me chamou de “sequelado”. Ok, pedi desculpas e liguei para minha vizinha, que subiu logo. Ficamos lá esperando o vizinho do quarto andar, que também estava esperando um de nós chamá-lo! Quando o rapaz saiu da sauna, eu quase me joguei lá de cima de tanta vergonha. Será que vou esbarrar com ele pelo edifício? Please, não!!!

Na sauna acabamos falando sobre vários assuntos e como meu outro vizinho, também trabalha no Centro do Rio, ele começou a contar sobre o que vê durante a travessia do Catamarã. Fiquei sabendo naquele momento que existe um passageiro que vai todo dia vestido com roupas de ciclista, com sua bike dobrável e que depois sai todo social lá do fundo.

Fiquei curioso! Como ele faz? Ele sai de casa, todo “montado” de ciclista, chega à estação e vai ao banheiro se arrumar? Sai de cabelo molhado e com topete? Onde ele toma banho? Onde ele troca de roupa? Há algo estranho no ar??

Hoje quando eu venho para o Rio, vejo o ciclista. Pensei hoje eu descubro como ele faz! Pois bem, fiquei de longe observando que ele coloca a bicicleta no canto, entra com a sua mochila, que afinal é ótima para ser usada nesse caso; e depois de 10 minutos, ele sai de terno e gravata!  Ops…. G-Zuis!! Como assim? Lá é quase um banheiro químico. Não tem chuveiro. Ele toma banho como? Banho de “gato”? Lenço umedecido? E o suor? Não, rola! Não tem como se sentir limpo e asseado, assim. Nananinanão!

Legal que muitos hoje estejam adotando as bicicletas como meio de transporte. Acho a idéia genial, apesar de que não termos muitos trechos para esse fim, além de sinalização e o respeito dos motoristas e dos transeuntes. Corremos um risco enorme e muitas vezes desnecessário. Mas, apoio a ideia. Eu já tentei. Fui um dia de casa até a estação do catamarã, pedalando e achando que ia derreter, apesar de não estarmos no verão e a temperatura estar bem suave. Nos dois primeiros minutos é ótimo, mas depois você começa a sentir calor, transpirar, seu rosto começa a ficar umido, sua camisa gruda, aparece uma rodela de pizza debaixo dos seus braços, sua calça gruda na perna, isso quando ela não prende na corrente, suja sua calça ou pior, rasga a bainha! Isso não é para mim! Quando você chega ao local, seu Burberry, já evaporou! Desisti da tentativa! Agora só quando o prefeito instalar ar condicionado nas ruas! Na volta, aluguei um táxi, coloquei a bicicleta na mala e mega feliz, paguei mais 10 reais pela “taxa de volume”.

Sou solidário ao rapaz do banho de gato, mas não me atrevo mais. Agora, fico pensando, se eu que fiz uma única vez, e me senti o dia todo cheirando a “povão”, o que será que ele sente quando coloca um terno limpo, por cima? O que sente quem trabalha com ele? Perfume por cima de corpo suado fica francês demais!

 

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